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“Você não está sozinho(a)”. Mais do que um tema, a frase será o ponto de partida para uma reflexão sobre cuidado, vínculos afetivos, escuta e acolhimento durante a roda de conversa da Unamama “Com-Vida Escolher Viver”, nesta quarta-feira (10), às 17h30, no Centro Macaé de Cultura, na Avenida Rui Barbosa, 780, Centro. A atividade integra a programação da Campanha Nacional de Prevenção ao Suicídio – Setembro Amarelo e conta com o apoio da Secretaria Municipal de Cultura.
O encontro terá a participação da ativista feminina e ex-vice-prefeita de Macaé, Marilena Garcia, fundadora da União Nacional de Combate ao Câncer de Mama (Unamama), e da terapeuta Sonia Cavour. A proposta é criar um espaço de diálogo sobre a importância de perceber o sofrimento do outro, fortalecer relações e compreender que pedir ajuda também é uma forma de cuidado.
Para Marilena, falar sobre a valorização da vida passa pela capacidade de olhar para as pessoas com atenção e sensibilidade. “A gente fala do cuidar, da arte de cuidar”, destaca. A ativista ressalta que família e amigos representam uma importante rede de proteção, principalmente por meio da presença e da observação atenta. Muitas vezes, segundo ela, quem está enfrentando um período difícil não consegue expressar claramente o que está sentindo. Por isso, um olhar carinhoso pode fazer a diferença.
“Só quem observa com um olhar carinhoso e com alguma sabedoria pode ver se aquela pessoa está precisando”, afirma Marilena. Ela revela ainda que a roda também pretende contribuir para ampliar a compreensão sobre a depressão e combater estigmas relacionados ao sofrimento emocional. Marilena lembra que, durante muito tempo, a depressão foi interpretada de maneira equivocada e associada à falta de disposição ou de vontade, quando, na realidade, trata-se de uma condição que pode exigir atenção e acompanhamento.
A iniciativa da Unamama também dialoga com a trajetória de Marilena na defesa da vida e do cuidado. A organização não governamental foi fundada por ela há 19 anos, a partir de sua própria experiência de enfrentamento ao câncer de mama e de outros diagnósticos. Para a ativista, transformar experiências de dor em espaços de acolhimento e solidariedade é uma forma de contribuir com outras pessoas.
A atividade busca demonstrar que o cuidado pode começar em gestos cotidianos: ouvir sem julgamentos, demonstrar afeto, perceber mudanças de comportamento, oferecer companhia e, quando necessário, incentivar a busca por ajuda profissional.
