Foto: Divulgação

A programação contou com a participação da Escola de Divines, que levou quatro estandes ao evento, além de artesãos locais que tiveram a oportunidade de expor e comercializar seus produtos, movimentando a economia criativa e valorizando o trabalho de empreendedores do município. O Ônibus Conexão Direitos Humanos também esteve presente, oferecendo informação, acolhimento e orientação à população.
“Estar presente em uma Parada como essa é reafirmar que os direitos humanos precisam chegar a todos os territórios. É ouvindo a população, fortalecendo os coletivos e construindo parcerias que conseguimos transformar as demandas da comunidade em ações concretas. A diversidade precisa ser respeitada todos os dias, e o poder público tem o compromisso de garantir que cada pessoa possa viver com liberdade, segurança e dignidade”, afirmou Aline Forasteiro, subsecretária de Promoção, Defesa e Garantia dos Direitos Humanos.
Outro destaque foi a Feira Transperiferia, do grupo Conexão G, iniciativa que desenvolve ações de formação, cuidado e produção de conhecimento voltadas a pessoas trans e travestis das periferias.
“A feira da Transperiferia também está aqui para promover a cidadania LGBTI por meio da produção de dados, que é um dos eixos centrais do nosso projeto. Queremos aproximar as pessoas do nosso trabalho, apresentar nossas ações e incentivar a participação na coleta de informações que nos permitam compreender melhor essa população e contribuir para a construção de políticas públicas mais efetivas”, destacou Nlaisa Luciano, coordenadora pedagógica do eixo de formação do projeto.
A coordenadora de Igualdade Racial da SEDSODH, Juliana Sampaio, chamou atenção para a importância de ampliar o debate sobre o racismo dentro da própria comunidade LGBTI. A promoção dos direitos precisa considerar as diferentes formas de discriminação que atravessam a vida das pessoas.

“A Parada é muito mais do que uma celebração. É um espaço de afirmação da existência, de ocupação democrática dos espaços públicos e de luta por direitos. Quando o Governo do Estado está junto com os movimentos sociais, demonstra que essa pauta é uma responsabilidade coletiva. Nosso trabalho é fortalecer essas redes e garantir que a população LGBTI tenha acesso às políticas públicas e seja respeitada em sua diversidade”, declarou Ernane Pereira, subsecretário de Políticas LGBTI+.

Também participou da atividade o presidente do Coletivo Arraial Free, Rafael Martins, além de representantes dos movimentos sociais e da sociedade civil.

Ao reunir cultura, geração de renda, informação e mobilização social, a Parada do Orgulho LGBTI de Arraial do Cabo reforçou a importância da articulação entre poder público e sociedade civil na construção de uma sociedade mais inclusiva.
