FOTO: AKILLA RIBEIRO
A Prefeitura de Rio das Ostras está concentrada em conter as arbovirores – como dengue, zika e chikungunya – no Município e trabalhando preventivamente. A Vigilância em Saúde é uma das pioneiras no Estado no uso de uma metodologia de monitoramento da presença do Aedes Aegypti com base em “armadilhas”, as chamadas ovitrampas. O método é importante para que Município identifique as áreas de maior risco e planeje com mais eficiência as ações de controle

A identificação das áreas críticas orienta o planejamento de ações da Vigilância, incluindo os locais que precisam de maior atuação dos Agentes de Combate às Endemias – ACEs. A partir dessa informação, é montado um mapa de risco da Cidade, sendo as “áreas quentes” aquelas onde as ações de campo são prioridade.
O Município vem utilizando as ovitrampas desde o início do ano passado e esse monitoramento é uma das principais ferramentas atuais de combate ao vetor.
A armadilha é composta por um recipiente escuro com água, uma palheta de madeira para a postura dos ovos do mosquito e um atrativo específico, desenvolvido para atrair a fêmea do mosquito. É importante destacar que esse atrativo é totalmente inofensivo para pessoas e animais, sendo utilizado exclusivamente para fins de monitoramento.
MÉTODO – O método é realizado respeitando-se o ciclo bimestral e com duração de três semanas, em etapas distintas. Na primeira semana, as ovitrampas são instaladas, elegendo-se os pontos estratégicos. Na semana seguinte, o agente da Vigilância em Saúde retorna e substitui a palheta, onde os ovos são depositados. Na terceira semana, a palheta final e a ovitrampa são recolhidas.
O material recolhido é enviado ao laboratório para análise, a partir da verificação das palhetas, com a contagem dos ovos depositados. Os dados vão montar mapas estratégicos, para planejamento de políticas públicas e tomada de decisões dos gestores municipais para combate ao mosquito.
MAIS EFICÁCIA – O método possibilita identificar a quantificação de ovos coletados semanalmente, a determinação da densidade populacional do vetor, a elaboração de mapas de risco – identificando áreas críticas (“zonas quentes”) e o direcionamento das ações de campo para áreas prioritárias, aumentando a eficácia no combate ao mosquito.
A análise das ovitrampas permite identificar as chamadas “áreas quentes” ou “zonas quentes”. De maneira simples, são locais onde os resultados do monitoramento apontam uma maior concentração da atividade do Aedes aegypti.
Isso não significa necessariamente que uma determinada rua ou bairro tenha mais pessoas doentes. A “área quente” representa, principalmente, um local onde há maior presença ou atividade de reprodução do mosquito, identificada pela quantidade de ovos encontrados nas armadilhas.
É como transformar os resultados do laboratório em um mapa: os pontos com maior quantidade de ovos recebem maior atenção da Vigilância em Saúde. Com o acompanhamento dos ciclos, também é possível observar se uma área continua apresentando alta atividade do vetor, se houve redução ou se uma nova região passou a apresentar aumento.
Essa informação é importante porque permite que as equipes deixem de atuar apenas de maneira uniforme em todo o território e possam priorizar os locais que apresentam maior risco naquele momento.
“Esse processo requer organização logística e a colaboração da população é fundamental para o sucesso dessa iniciativa. Para isso, as pessoas precisam entender como funciona o monitoramento e sua importância para combatermos o mosquito no nosso Município”, explica a superintendente da Vigilância em Saúde, Nirvana Braga.
