Foto: Ronan Alexandre As atividades tiveram início às 18h30, com as mostras internas dos alunos de Teclado, sob a orientação do professor Leonardo, e de Piano, com os professores Fred e Raul
A Escola Municipal de Artes Maria José Guedes (Emart), da Prefeitura de Macaé, iniciou nesta segunda-feira (6) uma programação voltada à valorização da formação artística de seus alunos, reunindo mostras internas de música e a apresentação da montagem teatral “Duas Cenas – O monólogo das meninas”, trabalho de conclusão do Curso Técnico de Teatro das alunas Aylin Agostinho e Manon Moreno.
A secretária municipal de Cultura, Waleska Freire, destacou que a programação da Escola Municipal de Artes Maria José Guedes reafirma o compromisso do município com a formação artística e o fortalecimento da cultura local.
“A Emart é um espaço de aprendizado, criatividade e transformação, onde talentos são desenvolvidos e têm a oportunidade de vivenciar experiências fundamentais para sua trajetória artística. As mostras e apresentações revelam o resultado desse trabalho contínuo, aproximando a comunidade da produção cultural e valorizando a arte como instrumento de formação, expressão e cidadania”, afirmou.
As atividades tiveram início às 18h30, com as mostras internas dos alunos de Teclado, sob a orientação do professor Leonardo, e de Piano, com os professores Fred e Raul. Encerrando a programação da noite, às 19h30, o público acompanha a montagem teatral “Duas Cenas – O monólogo das meninas”, com texto e direção de Cláudia Byspo, no 5º andar da Emart.
Segundo a diretora da Escola Municipal de Artes, Janaína Pinheiro, esses momentos são fundamentais para o processo de aprendizagem dos estudantes.
“As apresentações internas são necessárias e essenciais para que os alunos vivenciem momentos de contato com o público interno e que comecem a se acostumar com as experiências sociais que o mundo da arte proporciona”, observou.
Sobre a montagem teatral, Janaína explicou que ela representa a conclusão de uma importante etapa da formação das alunas.
“Já a montagem é a finalização de um ciclo formativo, onde as alunas se apresentam ao público após um longo processo, que envolve estudo, escolha de texto, escolha de personagem, caracterização, produção e ensaios até chegar ao produto final. No caso, essa é a montagem de conclusão do Curso Técnico de Teatro dessas duas alunas”, ressaltou.
Com texto e direção de Cláudia Byspo, “Duas Cenas – O monólogo das meninas” contou ainda com apoio artístico de Ademir Martins.
Programação da semana
08/07 (quarta-feira)
• 17h30 – Apresentação dos alunos dos professores Élio (Trombone e Flauta) e Eduardo (Teclado);
• 18h – Apresentação dos alunos de Prática de Conjunto, do professor Eduardo;
• 18h30 – Coral da Cidade.
09/07 (quinta-feira)
• 18h30 – Entretom, do professor Jardel, na Galeria Carapebus.
Teatro propõe reflexão sobre o universo feminino
na transição da infância para a adolescência
A montagem “Duas Cenas – O monólogo das meninas”, dirigida e escrita por Cláudia Byspo, nasceu a partir de estudos desenvolvidos ao longo do semestre com base no livro Mulheres que Correm com os Lobos, de Clarissa Pinkola Estés. Segundo a diretora, o trabalho aprofunda reflexões sobre a natureza feminina e as transformações vividas na passagem da infância para a adolescência.
“A autora fala da selvageria não como violência, mas como o estado nato feminino, muitas vezes retirado pela conjuntura sociocultural. É justamente nesse momento de transição da menina para a moça que surgem dúvidas sobre o corpo, o comportamento, o psicológico e o emocional”, detalha Cláudia.
A montagem reúne dois monólogos com abordagens distintas. No primeiro, interpretado por Aylin Agostinho, a personagem Ayla reflete sobre solitude, solidão, violência e os ensinamentos transmitidos pela mãe, evidenciando a relação com a ancestralidade feminina. Já a cena de Manon Moreno aborda o desejo de ser música como forma de expressão, estabelecendo conexões com a ancestralidade de matriz negra e a construção da própria identidade.
De acordo com a diretora, o principal objetivo da obra é provocar reflexões sobre o corpo político feminino e os impactos das transformações vividas por meninas entre 12 e 13 anos, fase marcada pelas mudanças físicas, emocionais e sociais da adolescência.
Além da temática, Cláudia assinala que a montagem também rompe com o modelo tradicional dos espetáculos de formatura. Em vez de uma grande produção, a proposta aposta em uma estrutura cênica mais simples, priorizando a qualidade da atuação e o aprofundamento artístico desenvolvido pelas alunas ao longo dos dois anos do Curso Técnico de Teatro da Emart.
